Quinta, 11 Out 2018
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A “Vida” do 76

Foi no verão de 1959, a 6 de Setembro, que o movimento do Corpo Nacional de Escutas reconhecia mais um agrupamento na margem sul do Tejo, a vila da Moita do Ribatejo recebia deste modo os alvores da flor da fragância. Neste período inicial, os dois grandes pilares foram o Padre João Evangelista e o Chefe Francisco Dias Carreira.

As dificuldades sentidas nos primeiros tempos eram enormes, as instalações destinadas para o exercício das actividades eram bastante precárias, assim como a falta de motivação de alguns jovens na adesão ao movimento. Apesar das várias condicionantes encontradas, não impediram que o espírito powelliano, se afirmasse neste espaço. Desenvolveram-se várias iniciativas, caminhadas, acampamentos, exposições, dinamizando até um jornal. Durante aproximadamente dezasseis anos, o Agrupamento.

Em 1976, Portugal encontrava-se emergido numa grande crise de valores políticos e sociais, esta conjuntura fez-se sentir no seio do grupo da Moita e perante um clima desfavorável o Agrupamento teve de cessar as suas actividades. Este período de marasmo, terminou a 1 de Agosto de 1980 quando, o pároco Fernando Belo e chefe Adolfo da Silva Ribeiro decidiram reactivar os trabalhos do Agrupamento. Neste período a formação base era constituída por um grupo de rapazes, 16 Exploradores que pretendiam seguir um ideal – serem escuteiros. Em Outubro do mesmo ano, o 76 Moita conhece uma nova realidade, o grupo passa a contar também com raparigas na sua formação, sob a direcção da chefe Esperança Boavida. Este factor de arranque motivou para o alargamento de parcelas femininas, este processo dinamizou o surgimento do lobititismo, contando com a acção das chefes Boa Viagem, Rosa e Lídia Militão.

As estruturas adquiriam neste período contornos definidos, na sequência desta caminhada eis que surgem as primeiras promessas, a 29 de Março de 1981, data também da reabertura oficial do Agrupamento. A partir deste período, várias foram as iniciativas em que o grupo participou, desde acampamentos regionais, nacionais, jogos da Primavera, etc.

Vários nomes passaram pelo Agrupamento deixando enorme saudade entre os actuais chefes e escuteiros em geral, até ao momento o Agrupamento mantêm o espírito de alegria e desempenho dos primeiros tempos. Actualmente, o 76 Moita respira confiança, coesão e harmonia, façamos todos votos para que assim se mantenha por muitos e longos anos. Recordando sempre a mensagem do nosso mentor B.P. o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros.

 

“Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraste”.

B.P. 


Ricardo Presumido

 

Em Novembro de 2009 o Agrupamento 76 foi acolhido pela paróquia de Santa Maria e São Pedro de Palmela. Ai fomentou o ideal escutista até Setembro de 2011, altura em que voltou para a Paróquia da Moita, onde actualmente desenvolve o seu projecto escutista, com uma forte aderência de crianças e jovens.